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Resenha do filme O nome da rosa

            Trata-se do filme “O nome da rosa”, dirigido por Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery e Christian Slater no elenco, o filme foi lançado em 1986.

            O filme retrata diversos temas importantes sobre a Igreja Católica.
            Um deles é a questão do medo da difusão do conhecimento durante a Idade Média.

            Por que tanto medo?

            Porque com o conhecimento, as pessoas, teoricamente, perderiam a fé em Deus.

            Isso é um dos mais profundos temas que se pode tratar em relação à Igreja Católica.

            O medo da perda da crença. O medo da perda de Poder.

            O filme transcorre em 1327, William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso Von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália.

            William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas sua atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro.

            Ele começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega ao local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo.

            Considerando que ele não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado.

            O filme foi baseado na obra homônima de Umberto Eco, em que um Livro havia sido escrito pelo Filósofo Aristóteles e falava sobre o riso: “Talvez a tarefa de quem ame os homens seja fazer rir da verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.

            Isso tudo sugeria, além de outras coisas, principalmente pela razão, que Jesus sorriu, pois Ele, além de amar todos os homens, desejava que todos encontrassem a verdade e, através da verdade, fossem libertos.

            Esta frase está ligada à máxima “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

            E na história, por trás de “quem matou e quem morreu” aparecem nítidas disputas entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômicos, políticos e, principalmente, o desejo da Igreja em manter o poder absoluto cerceando o direito à liberdade de todos.



Escrito por Eliane às 12h43
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